segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eu choro porque morreste. Choro porque não sei controlar a vontade que tenho de matar a tua morte e te trazer de volta para o meu abraço. Choro porque não entendo como não vives num mundo onde eras o meu mundo. Choro porque há momentos em que não entendo nada. Não entendo o porquê de uma mãe como tu, tão linda e super-Mulher, não vive num mundo onde as coisas não são tão bonitas por tu não viveres. Num mundo em que as flores não renascem de uma forma tão bela porque não és tu que as fazes renascer. Num mundo em que eu era tão mais bonita quando eras tu quem me penteava o cabelo, quem enxaguava as minhas lágrimas, quem sorria -tão bem- com o meu sorriso. Choro porque hoje estou fraca. Não consigo seguir a minha vida porque não sinto o teu corpo a fazer-me de estrada, o teu brilho a fazer o meu rasto... Tenho saudades do teu abraço... Meu deus, choro porque tenho tanta saudade do teu abraço. Tanta vontade de sair do meu próprio corpo para te puder voltar a encontrar. Tanta vontade de te abraçar desmedidamente, sem medir a força tentando com que fôssemos uma só. A vida é dura quando os dias são tristes como estes, quando parece que não sei seguir a minha vida quando vejo que não acordas comigo, que o teu corpo não está desenhado do meu lado, que as tuas mãos -tão o protótipo das minhas- não desenham nenhum sonho da minha alma... A vida é tão dura quando nos é retirado, sem aviso, sem suavidade, a mulher das nossas vidas. A única mulher das nossas vidas. Quando nos derretem os sonhos sem dó nem piedade. Hoje, perdida na saudade que tem o teu nome, choro, sozinha, alinhada com a certeza que brilhas nas estrelas. Hoje, perdida no mundo, choro porque te sinto e não te vejo. Choro porque tenho toda a razão de estar triste -porque ninguém merece que lhe cortem a razão de viver. É certo que nem todos os dias doem tanto - apesar de doer sempre mais. É certo que eu sei que ao chorar és tu quem eu derramo... És tu quem sai de mim, de todos os poros, de toda a saudade que nasce e renasce na minha pele... Hoje choro. Tão simples porque morreste... Tão simples porque eras a mulher da minha vida. E dói. Choro porque dói. Porque te amava e porque tinha o direito de viver contigo o resto dos dias da minha vida... Porque tinhas o direito de viver o resto dos dias da tua vida. Choro por te obrigarem a manter os olhos fechados quando era com eles abertos que a minha vida fazia sentido. Mãe, super Mulher, eras/és linda. Choro porque te amo. Viver sem ti é uma lição nova que aprendo todos os dias da minha vida. Quem me dera conseguir matar a tua morte...

4 comentários:

  1. as tuas palavras têm um brilho tão especial...

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  2. Minha querida, lamento tanto a tua perda. Eu sei que o que vou dizer tem muito a ver com religiões e crenças. Mas eu acredito na reencarnação. Acredito que uma vida é tão rica, que não possa ser fulminada e reduzida a pó, assim, do nada. Não! Deixamos um legado no mundo e continuamos a viver nos corações dos que nos amam. Até que voltamos, sob a forma de pessoas melhores, que já aprenderam com erros passados. Pessoas com ainda mais amor e bondade. E isso é o mais importante: os laços que criamos. E que não desaparecem tão fugazmente quanto os últimos sopros de vida. Por isso, eu acredito que a tua mãe irá voltar cá. Ela não desapareceu e, não tarda, tê-la-ás.
    Força!

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  3. como eu gostava de te abraçar agora princesinha, aquecer-te o coração e acalmar-te a alma. força doce

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  4. e que bom é ler-te, de cada vez que te pronuncias no meu cantinho. obrigada, minha querida, espero que estejas sempre por perto :)

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