domingo, 26 de abril de 2015

Volta para mim. Numa noite em que quero roubar quem és. Volta para mim. Numa noite em que só me apetece os nossos corpos. O cheiro quente que transpira das nossas peles... Volta. Para mim. Para o nosso canto. O lugar silencioso onde só nós sabemos como fazer barulho. O lugar escuro que só brilha quando nos encontramos. Quero-te. A um nível em que todas as minhas células procuram por ti... A um nível onde são só os teus lábios molhados que a minha boca lê. A um nível onde só a rouquidão do teu corpo faz sentido na sinfonia dos meus caminhos. Dos meus lençóis... Volta. Numa noite em que todo o meu corpo pede para sermos só um. Em que o meu corpo pede as tuas mãos. Os passeios infinitesimais que produzes naquilo que é meu... Nos sentidos e sonhos que provocas sempre que vens e pousas na minha almofada. Vem fazer magia. Ser meu. Fazer com que seja tua... Mesmo sabendo tu que o sou a todos os segundos. Procura-me. Numa cama onde só cabemos eu e tu procura por mim... Por cada história que conto. Por cada gemido que dê. Por cada sinal que ainda não tenhas visto. Percorre-me. Como só tu sabes fazer. E volta. Sempre. Principalmente nas noites em que desejo que sejas o meu beijo. O meu calor. O meu grito. A minha paixão. Quem envolve os meus braços... O meu corpo. Sedento. Que por te amar te deseja ainda mais. Que por te amar sabe que voltarás. Que me procurarás. Que me percorrerás. Numa noite em que quero roubar quem és e onde quero dar-te tudo o que sou. Volta. Mesmo sabendo que estás sempre. Volta. Ao meu repouso... Ao repouso incansavelmente louco por saber que és tu quem procura as raízes do que sou. Quem beija as minhas costas. Quem comenta o meu corpo como se fosse o seu livro preferido. Porque o sou. Porque já mo disseste. Ama-me. Da maneira mais quente que sabemos amar. Da maneira mais fugazmente longa que sabemos amar. Sê meu... Para que seja tua. Para que tudo o que sou ser tudo o que és. Para me elevar sempre exponencialmente.... Ama-me. Em todas as noites. E volta. Para nós. Amarra em mim para que não me solte de ti. Para que as nossas correntes sejam cada vez mais livres... Por entre os meus lençóis descobrimos que sempre acabaremos por voltar. Porque nos pertencemos. Porque o meu coração não vive sem o batimento do teu. Porque o meu corpo não vive sem o toque do teu. Porque o meu desejo não vive sem o suor do teu. Porque o meu olhar não olha, não vive e não sente se não fores tu o meu horizonte. Volta para mim. Procura-me. Percorre-me... À noites em que só quero roubar quem és...

3 comentários:

  1. Por tudo aquilo que vivemos, por todas as coisas que nos fazem falta e nos deixam saudades, muitas vezes não precisamos de mais, apenas de um regresso!
    Incrível *.*

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  2. E tão bem que sabem estes regressos, que nos enchem o coração.

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  3. Amei o texto, simplesmente lindo*

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