terça-feira, 16 de junho de 2015

As verdades que vivemos

Para as pessoas que amamos em segredo... Será sempre um dos maiores mistérios de todos os corações. O dos mais corajosos. O dos mais sensíveis. O dos menos tocados. Para os mais frios. Os menos corrosivos. Para todos aqueles que batem com a direção de cada trovão. Quando amamos alguém em segredo. Quando é segredo também para nós. Como lidar com as surpresas que a vida nos dá? Com a mente que nos corrói os caminhos quando pensamos que o caminho já estava feito. Como lidamos com os sentimentos que vivemos em silêncio. As ânsias que nos enchem as medidas e todos os dias nos pedem para passarem de ser ânsias. Para passarem a ser o que desejamos. Para passarem a ser o futuro que se escreve nas nossas mãos. Pergunto-me até que ponto somos capazes de as calar. Até que ponto não falam mais verdade que a nossa. Aquela que agarramos para sermos capazes de ser mais do que somos. As pessoas confundem-se. A vida toda. Em relação ao que querem. Por pensarem que é isso que precisam. Em relação ao que desejavam ter quando o que têm sempre foi o exponencial de todas as funções que já viveram. Será que todos os segredos que vivemos para nós serão os desejos que secretamente pedimos para viver? Tenho medo de todas as ânsias que alimento. Mas ao mesmo tempo sei que serão as raízes para levantar voo. Todos os dias. Sempre que raia o sol. Sempre que a chuva dança por entre os cabelos que caiem pelo meu rosto. Tenho medo dos meus desejos. Aqueles que vivem até quando eu não me apercebo. Medo de serem a minha verdade. Afinal quando saberemos o que é que precisamos? O que precisamos para não ter mais medo. De sentir o que não se pode sentir. De não desejar os caminhos que parecem tão furados. As pessoas confundem-se. E sempre disse que são necessárias tempestades para aprendermos a construir os pedaços que ruem nas nossas vidas. Mas à vezes em que descobrimos o que não desejamos. Como amar alguém pensando não amar. Há amores que vivem de maneira diferente. Que nos consomem só para nos manterem vivos. Por menos que sejam para nós. Por menos que seja a verdade do que queremos. Tenho medo dos meus desejos. Aqueles que vivem até quando eu não me apercebo. Não seremos todos nós enganados com as verdades que vivemos?

5 comentários:

  1. «Tenho medo de todas as ânsias que alimento. Mas ao mesmo tempo sei que serão as raízes para levantar voo.» isto resume muito bem todo este teu texto!

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  2. Não seremos todos nós enganados pelas promessas das verdades que queremos viver?

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  3. «As pessoas confundem-se. A vida toda. Em relação ao que querem. Por pensarem que é isso que precisam», ora nem mais!
    Focamo-nos num caminho que julgamos ser o mais correto para nós. Iludimo-nos. E vivemos presos a isso. Temos que deixar de ter medo que os nossos passos mudem de direção sem nos avisarem com antecedência.

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  4. Que texto tão realistas, que palavras tão poderosas.
    Mais uma vez adorei.

    Beijinhos :)

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