segunda-feira, 17 de outubro de 2016


Continuo a perguntar-me acerca dos minutos que precisarei de ti. Dos segundos que precisarei de abraçar o teu abraço. Tão quente e caloroso. Tão quente, e tão meu. Tão quente como se ainda fosse recente... Porque ainda lhe sinto o cheiro, o sabor... Como se fosse o colo daqueles que amamos. Continuo a perguntar-me como farei ao tempo que sobra que era para ser nosso. Das gargalhadas que viveriam e nasceriam do que somos.Dos sonhos que partilharíamos. Das ruas que ficariam tão mais alegres e bonitas se calcasses o seu chão. Das flores que renasceriam de novo de tão macios serem os caminhos da tua pele. Das trovoadas todas amortizadas pela calma da tua alma. Sinto a saudade. Escrita em palavras. A contínua busca da resposta mais eterna da minha vida. O contínuo desconhecimento de como utilizarei os momentos que eram para ser nossos. Como conseguirei fazer tudo. Como embarcarei nos sonhos que eram para ser os traços reais do nosso caminho. Como embarcar toda a tua saudade. Cada buraco criado pelos segundos que não soube ocupar. Cada momento em que não soube responder ao silêncio da tua voz. 

Continuo. Todos os dias. Perdida. Em busca. Do que é teu. Do que é nosso.
Por seres o âmago de tudo o que vivo. Por estares, a cada momento que passa, a viver do lado de dentro do meu coração. Mesmo que os olhos não te alcancem. Mesmo que as mãos não te toquem. Mesmo que o abraço apenas te sinta na alma. Mesmo que o teu corpo só o sinta nas lágrimas que se soltam de mim.

Continuo. Em busca. Dos segundos que deveriam ser nossos. Das infinitas horas em que me sinto bem por saber que todos os dias te sinto. Na certeza de que nunca te perderei ao tentar encontrar-te. Por tentar encontrar-te. Continuarei sempre. 

Na certeza que só assim preencherei os segundos. Que o mundo levou. Mas que tu nunca deixas-te ir....


1 comentário:

  1. O tempo avança, mas há perguntas que não deixamos de fazer, sentimentos que não deixamos de sentir...
    Tinha saudades de te ler!

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