quarta-feira, 2 de maio de 2012

Lembro-me de ti e desfaço-me em lágrimas. O tempo não ajuda quando a morte leva a maior. Lembro-me de ti e dói... Por detrás de toda a felicidade e por dentro de todos os sorrisos que sorrio em lembrar-me de ti e do que fomos, dói sempre saber que não poderei, nunca mais, conquistar o mundo contigo. Dizem que estás comigo, Mãe. E eu sei que estás, que não desaparecerás, que viverás sempre em todos os movimentos de vida em mim.  Dizem que estás comigo, mamã. E eu acredito. Sempre que vem a chuva eu acredito que são as tuas lágrimas de saudade, sempre que vem o sol eu acredito que sejas tu - onde quer que estejas - a ser feliz por sermos felizes,sempre que nasce uma flor eu acredito que sejas tu a renascer para que nós possamos sonhar, sempre que aparece o arco-íris eu acredito que sejas tu a dar-nos o conselho de que a vida não são só momento risonhos mas que haverá sempre cores mais felizes para regressar. Dizem que estás comigo mamã, e eu acredito. Mas lembro-me de ti e desfaço-me em lágrimas porque te amo e não estás aqui. Não estamos juntas, não estás a brilhar comigo. Não me penteias o cabelo, não me dás a mão, não me contas os teus medos. Dizem que estás lá em cima a olhar por mim mas eu nem sei se existe mesmo um "lá em cima". Dizem que vives dentro de mim e eu acredito, que sonhas os mesmos sonhos que eu e eu acredito, mas lembro-me de ti e desfaço-me em lágrimas porque não te tenho para passear os meus pesadelos e para te contar os sonhos que me dás e, às vezes, dá uma tristeza tão grande em mim que desejava que estivesses cá só para poder sentir que está tudo bem. Que irá ficar tudo bem, que os sonhos maus e as pessoas más existem mas que nós - muito melhores e tão mais bonitas - somos maiores que isso. Mãe, o fato é que me lembro de ti e não sei se é saudade, se é dor, se é amor ou se é tudo junto. Gostava tanto de ti e levaram-te de mim, levaram-te do mundo, destruíram o que de melhor havia no meu mundo - tu. E eu não sei que revolta sentir quando não há nada que te traga de volta. Que dor hei-de matar quando tudo me leva a ti. Que saudade hei-de esconder quando até o meu cheiro me lembra de ti, as minhas mãos me recordam de cada traço teu. A verdade, a única verdade, é que te amo. Que amo-te ainda mais a cada dia que passa e que desejava ter-to dito ainda mais vezes e ter-te dado ainda mais amor. Todos dizem que estás comigo.... Todos dizem que olharás por mim. E eu acredito. Mas existem tristezas, como a tua partida, que não têm cura. E dores que duraram até ao fim da vida, como a tua ausência. Felicidades que permaneceram até ao momento que fechar os olhos, como as memórias que são tuas e minhas. Sonhas que sonharam até na asas mais estreita do meu ser.... Como voltar a sentir o olhar olhar... Voltar a reencontrar o teu amar. Amo-te anjo, minhas asas eternas para voar

3 comentários:

  1. como tu, como tu. és tão bonita de cada vez que escreves para a tua mãe. és sempre, aliás.

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  2. estou com a cath :és tão bonita sempre que escreves para a tua mãe. ela gosta de o ler,esteja onde estiver querida

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  3. a tua mãe, esteja onde estiver, de certeza que sente o imenso amor que lhe tens, e de certeza que tu também o sentes, em qualquer altura, em qualquer lugar.

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Até Já

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Amor, saudade, dor, ausência, paixão...