segunda-feira, 9 de julho de 2012

...Queria saber como se constrói uma vida sem as asas que, um dia, me deste para voar. Queria saber mais coisas sobre ti, sobre como te deixar, sobre como esquecer um amor que foi a minha vida nas tuas mãos e o meu corpo no teu abraço. Mas o amor só ensina a amar. A ficar. A não querer largar. A gostar ainda mais. Queria, também, voltar a caminhar na lua - porque desde que deixamos a vida que um dia nos prendeu esqueci-me do que era ter duas pernas em vez de quatro, um coração a segurar no vento em vez de dois, duas mãos a puxar a força da gravidade em vez de quatro. Perguntei, um dia, de mãos dadas com o vento, se algum dia te traria de novo, agarrado à sua força e à sua suavidade, para os meus braços. Mas nem o vento, nem o sol, nem o mar, nem a terra que um dia pousou o nosso amor na sua semente, me respondeu... Mas nem a força da maré, nem a cor do sol, nem o velejar do vento me trouxe o sabor a amor do teu perfume. E desejei naquele momento, como ainda hoje desejo ardentemente, saber como se apaga uma amor assim. Que não se consegue apagar...

2 comentários:

  1. "Perguntei, um dia, de mãos dadas com o vento, se algum dia te traria de novo, agarrado à sua força e à sua suavidade, para os meus braços." deixas aqui pedacinhos teus tão bonitos. és tão magnífica, acho que devias relembrar sempre isso.

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  2. Que lindo Mari, já vivi algo igual, dói tanto, nossa vida parece que se foi junto com amado. É difícil, mas o tempo é o melhor amigo.
    Como faço para seguir seu blog? Não achei o lugar de seguir.
    Beijos!

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Até Já

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Amor, saudade, dor, ausência, paixão...