sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Infinitos

Não precisamos de muito para sermos felizes. Sorrisos. Um abraço. Uma mensagem. Um aperto de mãos.  Não precisamos de muito... Para sermos felizes. Porque há tantas coisas pequeninas que se tornam infinitas. Tantas brisas noturnas que vêm para nos encher a alma. Tantos suspiros que se soltam só porque sim. Só porque o coração está em paz. Porque a noite assim o deseja... Porque o dia assim o proporcionou. Tantos silêncios que de mais nada precisam. Tantos fins de dia adormecidos, sozinhos, mas tão bem acompanhados... Percebem porquê? Porque o coração não está só. Porque o coração está recheado, solto, leve, capaz... Porque a alma sonha mais alto que os males que rodeiam o corpo. Não precisamos de muito para ser um pouco tão infinito. Como sou contigo, por exemplo. Como sou quando penso no lindo sorriso que a minha estrela que está lá no céu continua a ter porque nunca a deixarei morrer. Existem coisas tão bonitas. Como o silêncio da noite... A luz do dia. A amizade. O amor. O solidão boa. O sorriso de quem nos é mais próximo. A paz de todos os que se sentam à mesma mesa. A certeza de que não é preciso, nem nunca será, criar mais guerras do que aquelas que já andam por aí no nosso mundo. Não precisamos de muito... Eu não preciso de muito para ser tudo aquilo que sou. Para desejar toda esta serenidade a quem assim necessita de a ter. Ser feliz é um processo fácil quando estamos tão bem com aquilo que somos. Quando suportamos a ideia de que ninguém é mais que ninguém, de que nenhuma guerra poderá ser algum dia curada com outra. Ser feliz: não é difícil. Nunca é preciso muito quando podemos ser infinito.

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Até Já

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Amor, saudade, dor, ausência, paixão...